A unidade é o único baluarte do sucesso grupal.
La unidad es el único baluarte del éxito grupal.
Unity is the only bulwark of group success.
L’unité est l’unique bastion de la réussite d’un travail de groupe.
Die Einigkeit ist der einzige Träger des Gruppenerfolgs.
Morya
Temos sido convocados à convivência com a diversidade em várias instâncias. No âmbito social, o convívio com os afrodescendentes, a aceitação da mulher em condições de igualdade de poder, ganhos e talentos, a inclusão dos deficientes. No âmbito da natureza, a prevalência de cenários da belíssima e diversificada mata atlântica questiona a clássica ordem dos jardins de Luiz XIV com sua rígida distribuição axial, a poda de árvores para ganharem forma simétrica e assim por diante. Na cultura, estamos muito longe do rock do início dos anos 50. Hoje é grunge, gothic metal, heavy metal, punk, HC, Emo…
Vivamos a diversidade! Falta ainda muito para que seja uma outra fase a superar na história da humanidade.
Conceitualmente, porém, podemos experienciar esta nova fase da humanidade, em um futuro de talvez algumas décadas, discutindo a unicidade. A unicidade é uma energia especial. Sempre que dela partilhamos, em um grupo de amigos, jogadores de um time ou integrantes de um grupo qualquer, sentimos força, energia, vontade de fazer, entusiasmo. Quando um grupo alcança esta unicidade, caminha mais rápido.
Não estamos falando aí de uma linha fascista, onde líderes fortes colocam pessoas no brete, forçando-as a uma uniformidade. Nem falamos também da unidade decorrente do nivelamento por baixo, típica da sedução de movimentos revanchistas ou similares.
Referimo-nos à organicidade. O uno que metaboliza, sinergiza, amplia. Como nos sistemas biológicos que se entrelaçam na unidade e diversidade. Unidade de estrutura e função e grande variedade de formas. O DNA, como molécula informacional, conformando toda a vida na Terra, e ao mesmo tempo a esplêndida diversidade que nossos olhos vêem.
Toda esta reflexão aqui é feita para chegar a um ponto: a empresa familiar tem esta organicidade, que tanta beleza dá à vida na Terra. A carga genética que une os membros da empresa familiar, as relações afetivas sobre as quais as pessoas foram criadas, e até mesmo os conflitos e dramas pelos quais a família passou, tudo isso plasma uma realidade única, transformando-a em verdadeira unidade metabólica.
O dia-a-dia da vida empresarial não permite ver esse talento singular. O que mais se expõe é a informalidade, as pequenas brigas de poder, os favorecimentos e tantos outros problemas. No entanto, quando há uma crise, observa-se claramente esta organicidade presente. As pessoas lutam para se superar a instância crítica e, naquele intervalo, todos respeitam os líderes que resolvem. E todos se unem.
Existem, é lógico, empresas familiares que, na crise, se esfacelam. Quantos casamentos não sucumbiram quando a empresa entrou em uma concordata? No entanto, se existir o sentido familiar presente, não há unidade empresarial mais unida e sólida. Lembra muito quando irmãos, noras e genros se unem porque a mãe ou o pai está passando mal. Ali se esquecem as diferenças e todos se juntam para apoiar o genitor problematizado. Nenhuma empresa, não familiar, conseguiria esta força quase metabólica, intestina, que suplanta diferenças para ganhar direção unívoca.
Faço estas reflexões porque vale a pena, às vezes, resgatar aqueles momentos da história da empresa familiar, em que os seus membros arregaçaram as mangas, superaram as diferenças e mandaram ver. É aquela força que dá tônus singular e diferenciado à empresa familiar e que, devidamente compreendida, pode ser sempre convocada, quando problemas fortes surgem.
As generalizações de conhecimentos em abundância de conceituações típicas de longa vivência cronológica em experiência humana e experiência profissional aqui relatada, emprestam ao final da leitura uma atitude informal, incerta ao leitor (órfão de família) do tipo: “todos os meios são válidos desde que o levem ao mesmo fim, a unicidade”.
Cerceou-se esperanças da adversidade do não familiar em muitos instantes, protagonizando-se apenas o cenário familiar sanguíneo como exemplo de organização, deixando desapetrechado de esperanças indivíduos não consangüíneos em busca de objetivos onde o senso de acordos comuns são possíveis e executáveis.
Vivamos a diversidade! ???
Sim!
A diversidade sempre existiu e sempre existirá.
A esperança é semente latente e factível em todo intelecto humano onde seu desabrochar dependerá em muito da maneira como for regada.
Vamos estimular seu desenvolvimento, seu progresso na Humanidade.
Sou adepto das soluções, do ensinar; não me limito a apontar o não regular.
Dou nota 6 ao artigo numa escala de 0 a 10.
Gilvan Nascimento Guimarães
Gilvan, seu comentário completa o sentido. A família abre seu campo de significação na empresa familiar e se expande ainda mais quando vê no grupo de colaboradores e pessoas com que se relaciona como consumidores e outros, a família ainda maior. A visão míope que consagra apenas os de mesmo sobrenome, por assim dizer, é o problematiza a empresa familiar e a faz objeto de tantas críticas.