Acorde para o sucesso.

26 08 2009

Reportagem da PEGN de 10 jul 2009 conta sobre o iMúsica, empresa de venda de músicas online. Mostra como o sócio, Felippe Llerena teve que recriar a empresa cinco vezes em menos de dez anos porque a rede mudava e lhe exigia adaptação. No processo, fez parcerias, mudou o foco, enfim, se repensou inteiro e projeta um senhor faturamento no encerramento de 2009, com 50% de alta.

Quando chega o final do ano, a gente começa a repensar a vida e faz novos planos, a cada Reveillon. Na empresa não é diferente. Entra gente nova, chegam concorrentes novos e outros se reformulam, exigindo que nos adaptemos a novos tempos. Os ciclos terminam e iniciam novos ciclos, para os quais é preciso analisar, chutar para o alto o que não presta mais e investir pesado no que deu fruto e mostra folhagem viva e tronco forte.

Setembro é mês de pegar sua série histórica de vendas, produção e seu quadro financeiro, e analisar o que aconteceu, que fôlego você precisa para o último trimestre do ano e como irá preparar 2010. Sabia que os esotéricos prevêem inúmeros desafios em 2010? Isto só para começar a falar em cenários…

Respire fundo, pegue os números e olhe com o olhar da águia, aquele que enxerga no global, visualizando o futuro que deseja para sua empresa neste próximo trimestre e no ano de 2010. Inspire-se e mande ver! Sua história ainda está sendo escrita.





FAGOTE OU PAGODE?

1 12 2007

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Foi pensando em como é complicado o fagote, é como é simples o nosso pagode, que me inspirei para comentar a questão do conhecimento na empresa familiar. 

Gestão do conhecimento é um tema da atualidade e está fortemente ligado à questão da hierarquia funcional, ou seja, o que é produzido nos vários níveis da cadeia de comando. 

Aí está o primeiro ponto: empresas familiares, pequenas e médias, não têm, em geral, uma preocupação formal com a cadeia funcional. Manuais, organogramas detalhadas, descrições funcionais não são objeto de desejo para elas.  

O fagote deles

Grandes organizações (mesmo familiares) são o oposto: criam uma camisa de força estrutural, definindo-se áreas de comando, centros de poder e territórios de informação. É esta preocupação que assegura em um banco, por exemplo, a confiabilidade de seus registros e a privacidade da informação que a eles oferecemos sobre nossa vida pessoal, profissional e financeira. No entanto, do ponto de vista do fluxo do conhecimento, estes entraves são veias esclerosadas impedindo que a informação flua.  

É por isso que, de repente, o pessoal que gerencia seguro não atualizou o seu endereço – que você em tempo informou ao gerente de sua conta – e acabaram enviando o aviso de vencimento iminente de sua apólice de seguro automotivo para o seu antigo apartamento. E você quase perde a data de renovação.  

Filtros impedem, nas grandes organizações, que pessoas “não qualificadas” para determinados níveis de informação, tenham acesso a ela. Conseqüência: as coisas vão ficando “partidas”. A estrutura, nas grandes empresas, me lembra o fagote, difícil demais para aprender, complexo – tem fagote, fagotino, contrafagote. Não tem mais fagote? Não importa. Está lá no manualzão, que a última consultoria deixou, e não se pode jogar fora. A coisa é rarefeita, requer músculos e ampla caixa respiratória. Mas o produto final é diversificado, erudito, e tem notas muito específicas que podem deleitar o mais exigente dos consultores. Tudo tem, afinal, altos e baixos. Ou, como nos fagotes, graves… 

Nosso pagode

Diversamente ocorre na empresa familiar, onde o fluxo é aberto. É o nosso pagode. A mulher do café tem acesso a reuniões delicadas sobre a concorrência, o menino da xerox lê documentos importantes sobre novas estratégias de mercado e a secretária é muito amiga da irmã do dono da empresa familiar, concorrente em sua cidade. Tudo isso abre a comporta das empresas familiares, de porte pequeno e médio, para as informações de fora para dentro e vice-versa.  

A notícia de uma oportunidade boa de mercado chega pelo assistente do financeiro que é namorado da amiga da sócia de uma nova empresa queestá se instalando na cidade. O diretor, maravilhado, ouve o caso que o assistente esperto lhe conta. Dias depois, o sócio-fundador sai no jornal com o big shot da nova empresa, uma multinacional neozelandesa que acaba de descobrir o Brasil. Mais um mês e aparecem na televisão regional, firmando um tremendo de um contrato. Na manhã seguinte, diretor aparece no setor financeiro e bate no ombro do gerente, piscando para o assistente: “Vai longe este menino… cuide bem dele.”.  

Então, como ficamos?

Nem tanto ao fagote e nem tanto ao pagode, certo? As empresas familiares deveriam parar um pouco e pensar com calma sobre a questão do fluxo do conhecimento em seus arejados ou estreitos corredores. A informação tem ali um fluir mais tranqüilo, no entanto, carece de instrumentos de suporte mais modernos, ainda se aproximando muito do foco individual. No entanto, uma empresa usa a informação de maneira diferente do indivíduo. Faça um passeio pelo que há por aí. Já ouviu falar do “managing by wandering around”? 

Verão que, no esqueleto tecnológico das organizações multinacionais já é rotina o e-mail, o voice-mail, a intranet, o circuito fechado de televisão em elevadores, etc. Empresas fictícias, criadas por grupos de universitários ou estudantes de MBA, também usam as novas mídias como um recurso rotineiro.  

Ande mais. Navegar pelo www.grupos.com.br pode ser uma agradável surpresa. Ali, nano empresas dançam fagueiras na tecnologia, intercomunicando-se direto pelos espaços do grupo, pelos blogs, ou mesmo com apoio de serviços como o twitter, onde um conta para o outro, real-time, o que está fazendo exatamente naquele minuto, e assim por diante. 

A pequena e média empresa, especialmente a familiar, tem esta liberdade fluída que lhe permite navegar por todo este conhecimento e selecionar o que é melhor para o seu mundo. Depois, é só aplicar e acostumar o seu pessoal a se utilizar dos recursos, da forma mais amena possível. Nada de tutores pesados, ou a coisa para de fluir. O conhecimento é o verdadeiro capital. Não podemos deixar de gerenciá-lo com modernidade e inteligência.

Visite o site www.famigliaecia.com.br.