Atenção com os detalhes.

30 08 2009

Dizem que Morya é o mestre que orienta estes tempos de turbulência, com ênfase para os governantes, os líderes. Um texto de Morya deveria ser lido com atenção por nós que lidamos com organizações produtivas, para ficarmos atentos a cada detalhe do todo.

“Vosso poder será aumentado à medidaque vos tornardes merecedores. Poderes não são sinônimos de evolução espiritual. Usai vosso corpo mental para abrigar virtudes, apenas a luz neste planeta. Usai vossa mente como trampolim para planos mais sutis e procurai manter vossa vibração assim elevada durante as vinte e quatro horas do dia. Não permitais que pequenos contratempos vos façam tremer ou vacilar, pois cada um deles pode formar uma brecha, pequenina, mas capaz de ser bem ampliada pelos seres das trevas. Às vezes uma pequena fenda é responsável pela destruição de toda a barragem de um rio. Mirai-vos neste exemplo: uma fresta por pequena que seja , pode ser fatal. Não vos arrisqueis. Cercai-vos de Chamas de Luz, de Fogo Cósmico, pois onde há Luz, não há trevas. “

El Morya





Recebendo gente nova.

25 08 2009

74181259A empresa familiar, em geral, contrata pessoas por critérios pessoais. Alguém indicou, ou alguém gostou de alguém porque assistiu uma palestra ou porque conheceu em um grupo de estudo. Não há problemas em contratar, sem passar pelos processos técnicos – embora eles tenham muito a contribuir. A questão é contratar, pela primeira impressão. Todos nós sabemos encantar o outro, quando queremos.

Outro aspecto complicado desta situação é que, em geral, o novato entra na empresa e raramente é feito um treinamento de entrada. A pessoa vai ter que aprender ali, na raça. Por uma lado, é bom: testa a iniciativa do novato. Por outro pode complicar, se o novato tiver muita iniciativa, pode meter os pés pelas mãos e se colocar em uma encrenca.

E aí voltamos ao ponto inicial. A pessoa entra, é bem recebida e começa a implantar sua forma de trabalho. Como não foi treinada, e a cadeia de comando em geral é bem centralizada, não tem como conhecer a organização em seus vários níveis. Sabe apenas o que aquela pessoa de referência, o dono, que o contratou lhe diz, entusiasmado com as contribuições que o novato possa trazer. A organização pode aceitar, em pé de guerra, as inovações e se mostrar quieta, pacífica. Só uns seis meses depois, os conflitos vem à tona, mas quando isto surge, já está armada uma grande confusão.

Lembro-me da posição dos “cunhados” em uma família. Faz-se festa para eles, quando aparecem, mas todos se colocam imediatamente em posição de escrutínio determinado. Alguns encontros depois, surgem os questionamentos… E aí um relacionamento que parecia maravilhoso, é minado por uma série de comentários estranhos…

Um conselho: mesmo que de forma light, submeta qualquer novato a uma análise técnica de potencial, personalidade, características pessoais. Isto ajudará muito a melhor direcionar suas contribuições. Depois, chame alguns membros da equipe e faça deles o tutor do novato. Cada um para cada tema. Será uma forma de que o recepcionem de forma acolhedora e o orientem no processo de interação com o restante da equipe.





Abaixo a empresa familiar!

7 04 2008

billatsmart.jpgMuitos acadêmicos, consultores que atuam nas multinacionais e teóricos adoram dizer que a empresa familiar é um mal e que deveria evoluir para se transformar em uma sociedade aberta. Estas afirmações funcionam muito para a mídia, dando-lhes Ibope, mas carecem de uma reflexão mais profunda e mostram que não são realmente especializados em empresa familiar, por vocação e filosofia.

Em primeiro lugar, existem várias características da empresa familiar que são muito benéficas, sustentando o tecido econômico do Brasil, onde elas são muito representativas, sem citar o que ocorre em outras sociedades, onde também tem relevante contribuição social e econômica.

Em segundo lugar, as empresas familiares devem se profissionalizar, sim, mas isso não representa que deixem de ser familiares. Isto pode até ocorrer mas não é condição sine qua non. O ponto aqui é que elas assimilem o modo profissional de gerenciamento, distinguindo o que é empresa do que é demanda pessoal. Que integrem ao seu modo operativo e gerencial as melhores técnicas e os mais modernos recursos. Mas isso é também demanda para a empresa não familiar.

A questão central nas empresas familiares é a evolução das relações estruturadas sobre os papeis sociais na família – pai, mãe, irmãos, tios, cônjuge e outros – para as relações estruturadas sobre os papéis técnicos e de liderança efetiva no âmbito da empresa e dos negócios.

Isso ocorre também em empresas não-familiares. Quantas pessoas empregadas em organizações não-familiares têm com seus superiores uma relação quase idêntica à mantida com os pais? Quantas pessoas trabalham lado a lado, em multinacionais, reproduzindo as relações conflituosas com irmãos, que não foram mediadas pela maturidade e, portanto, continuam não evoluídas para uma visão mais madura dos relacionamentos?

A consultoria especializada em empresas familiares tem a clareza sobre como é fundamental levar as pessoas da família a compreenderem seus papéis técnicos e liderísticos no contexto empresarial, apoiando-as para aplicarem técnicas de gerenciamento e organização adequadas, e assim, com o tecnicismo correto, superarem seu modo subjetivo de se relacionar, como faziam no âmbito familiar.

Com este aprendizado, as empresas familiares não só se tornam ambientes saudáveis e estimuladores para a família e os funcionários como também formam pessoas que contribuirão com ética e respeito em novas organizações.





A lição dos galhos.

4 04 2008

galhos.jpgExistem teorias psicológicas que insistem no abandono dos pais, para que se processe a verdadeira autonomia de um indivíduo.  Estas afirmativas, quando feitas em tom paradigmático, podem comprometer toda a vida de um indivíduo. Devemos, sim, buscar a autonomia e a auto-realização, no entanto, desvincular-se dos pais é uma etapa entre tantas e não significa tudo isto. Penso que estas teorias são veementes neste aspecto para forçar a passagem da adolescência para a fase adulta, forçarem o desmame, por assim dizer. Mas deveriam, depois, ampliar o conceito porque os pais, assim como nossos ancestrais, fazem parte visceral de nossas vidas.

Como galhos de uma árvore, sabemos que se cortarem as raízes – nossos ancestrais -  morremos. Sabemos também que, se cortarem o tronco, os galhos também fenecem.

Os galhos crescem e se desenvolvem em sua plenitude e integridade, reconhecendo-se como únicos – uns cedem ao vento, outros empinam-se rijos, outros enovelam-se em outros galhos – mas integrados à árvore. Se não, fenecem.

A árvore foi uma escolha que fizemos, muito antes de entrar neste planeta. E mesmo que não creiamos nisto, só de olhar a realidade da natureza à nossa volta, e da própria vida, observamos que é preciso ter esta atitude de reverência aos ancestrais e aos pais, se quisermos crescer de forma plena. Existe uma interdependência harmônica no meio ambiente, no modo social que escolhemos, que faz com que as coisas caminhem e evoluam. Os casos de seres humanos encontrados em florestas, sem a vinculação social, são claros nos resultados desastrosos para seu desenvolvimento.

Reverência não significa dependência ou subserviência mas, sim, respeito ao que o outro foi e representa, reconhecimento de sua contribuição e de seu papel e atitude madura de fraternidade.

Quando a família não soube trabalhar este valor tão importante, não só a empresa familiar estará prejudicada mas, em nível mais amplo, a própria sociedade. Ela produzirá galhos desgarrados que entrarão no mundo competindo, sem ética, desrespeitando valores e verdades importantes, e interrompendo o fluxo da vida.

No dia a dia da empresa familiar, a lição dos galhos deve ser estendida à cadeia de comando e liderança, para que todos compreendam o papel de cada um e a importância do respeito às qualidades e características de cada indivíduo, compreendendo como ele contribui e respeitando sua forma de ser e pensar.

Constitui, ainda, um dos ensinamentos mais relevantes para que os sucessores construam sobre a base antes edificada, remodelando, modernizando, mas sem destruição desnecessária. Quem fala que só se pode construir sobre a destruição, não entende da arte da restauração nem das reformas inspiradoras.